
Hoje voltaste a bater-me à porta. Ainda não perdeste essa intolerável mania, pois não? Volta e meia oiço a campainha, e de vez em quando nem oiço, pressinto, e deparo-me contigo, de sorriso malandro estampado no rosto, com essa expressão de criança perdida que já conheço tão bem, de bolsos vazios e coração também, meio sem sentido, ainda por se encontrar, esperando que eu te apare os golpes e gentilmente te volte a ceder o espaço que já há horas a perder de vista que deixaste despovoado no meu humilde coração. Contudo, hoje dei mais ouvidos ao lado esquerdo do cérebro e fiz o coração ignorar essas tuas falinhas mansas que já são minhas conhecidas de trás para a frente e de frente para trás. Hoje surpreendi-me a mim própria, afinal, o meu eu sempre veio com mais força desde a última recaída aos teus pés.
Coloquei a chave na fechadura e rodei-a devagar, talvez como que a angariar coragem, ou talvez para que durante esses meros segundos em que apenas uma porta nos dividia, pudesse pensar se valeria a pena que os meus eloquentes olhos verdes voltassem a fixar os teus banais olhos castanhos. A porta estava aberta, já não havia barreira capaz de separar o meu mundo do teu, que se misturavam numa dança de cores, sons, cheiros, lágrimas, sorrisos e memórias, repleta de saudade. Eu, incapaz de te questionar o que quer que fosse, fiquei imóvel, e tu, tão desprovido de sentido desde o momento em que ali chegaras, incapaz foste de pronunciar palavra que me esclarecesse a tua ida às portas de minha casa, ou do meu coração. Para meu grande espanto, deste parte fraca e deixaste-te cair no tapete da entrada como um derrotado. Enchi-me de determinação e fechei a porta lentamente, observando cada lágrima que caía do teu rosto, como quem saboreia uma vitória inesperada mas merecida. Desculpa lá o mau jeito, mas já não preciso de mais heróis sem capa nem de mais guerreiros sem valor na minha vida.
Coloquei a chave na fechadura e rodei-a devagar, talvez como que a angariar coragem, ou talvez para que durante esses meros segundos em que apenas uma porta nos dividia, pudesse pensar se valeria a pena que os meus eloquentes olhos verdes voltassem a fixar os teus banais olhos castanhos. A porta estava aberta, já não havia barreira capaz de separar o meu mundo do teu, que se misturavam numa dança de cores, sons, cheiros, lágrimas, sorrisos e memórias, repleta de saudade. Eu, incapaz de te questionar o que quer que fosse, fiquei imóvel, e tu, tão desprovido de sentido desde o momento em que ali chegaras, incapaz foste de pronunciar palavra que me esclarecesse a tua ida às portas de minha casa, ou do meu coração. Para meu grande espanto, deste parte fraca e deixaste-te cair no tapete da entrada como um derrotado. Enchi-me de determinação e fechei a porta lentamente, observando cada lágrima que caía do teu rosto, como quem saboreia uma vitória inesperada mas merecida. Desculpa lá o mau jeito, mas já não preciso de mais heróis sem capa nem de mais guerreiros sem valor na minha vida.
adoro, parabéns
ResponderEliminarta muito fiixe, mas da vontade de chorar!
ResponderEliminaradorei
nada de mais, escreves bem (:
ResponderEliminarés de perto xP
eu já digo, pode ser ? ainda tenho de ver .__.
ResponderEliminartambem sou da região de faro, sou de albufeira.
já está.
ResponderEliminarsim, és de que sitio de Faro ?
mais ou menos, hoje (de manhã) fui a faro que milagre eu acordar cedo xP.
ResponderEliminarnão sei como seguir o teu x_x
Fiquei SEM PALAVRAS com este texto, minha querida, acredita.
ResponderEliminarEstá tão bem estruturado, tão bem tudo que ao lê-lo ia fazendo, na perfeição, a sequência de imagens como se fosse um verdadeiro filme.
Gostei da tua forma de escrever, da maneira como são encarados os sentimentos.
"Enchi-me de determinação e fechei a porta lentamente, observando cada lágrima que caía do teu rosto, como quem saboreia uma vitória inesperada mas merecida."
Sabe bem sentirmos-nos vencedores, não sabe?
E não temos de ser sempre nós a dar a parte fraca, também temos orgulho mas, na verdade, eu na tua posição, não sei se teria coragem para tal acto (...) *
as chaves querem-se no peito.
ResponderEliminarsim, fui (: @
ResponderEliminartens que idade ?
13 -.-' ahah xP
ResponderEliminarObrigada.
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