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Síndrome de Peter Pan há muitos anos, síndrome de impostor na maior parte dos dias.

sábado, 1 de agosto de 2009

romances

Costumava deitar-se ao seu lado e sorrir-lhe de forma cúmplice. O seu sorriso transbordava amor e arrepiava-a de tal maneira que fazia com que o frio do Inverno lhe aquecesse corpo, mente e alma - e tudo o que arrepia é forte e verdadeiro, disse-me esta noite alguém perdido por aí. Era quando ele sorria que ela mais gostava. Podia ficar horas a decorar-lhe cada gesto, cada expressão, cada milímetro do seu rosto, mas era quando ele sorria que o mundo dela parava. Conhecia-lhe cada traço melhor do que se conhecia a si própria, ele era dela e vice-versa, os outros eram personagens secundárias naquele romance perfeito. Segredava-lhe ao ouvido o verdadeiro sentido do amor e bombeava o seu coração a cada segundo que passava. Ficavam ali momentos eternos, num vai vem de emoções sem fim, aumentando a cumplicidade e a proximidade, até já não haver mais barreiras a transpor, até ficarem completamente entregues um ao outro, até os relógios pararem e os comboios passarem. Mais tarde, quando regressava a casa, caía extasiada na cama e esquecia tudo à sua volta. Reconstruía na sua cabeça todos os segundos que tinha passado a seu lado, não queria que mais tarde lhe falhasse nenhuma palavra, nenhum gesto, nenhum momento. E vivia feliz naquele vício de amor verdadeiro que não queria largar mais. Era tudo tão eterno, tão vivido, tão real, tão intenso. Com aquela idade tudo dura para sempre. Hoje já não conheço o amor, ou não conheço outro amor.

4 comentários:

  1. quero mais...mas tb gostei muito deste...

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  2. Eláa, ainda bem :b
    tmabém és assim pelo o João?
    A tua boa disposição contagiou-me, ahah
    Beijinho*

    Elo.

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  3. ah já sei :) Também gosto muito deles!
    sim, sem dúvida!

    Elo.

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