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Síndrome de Peter Pan há muitos anos, síndrome de impostor na maior parte dos dias.

sábado, 21 de março de 2009

"entra e senta-te."


Podemos falar, amor? Podes pelo menos ouvir tudo aquilo que tenho guardado para te dizer? Podias simplesmente abrir-me a porta do teu coração, como se da tua casa se tratasse, e dizer-me, mesmo que por outras palavras ou por um gesto até, “Entra e senta-te.” Prometo que não te roubo muito tempo, só preciso do tempo necessário para tentar explicar-te em palavras o que anda às voltas no meu coração. Percebo que não queiras perceber, mas faz um esforço pelo menos, ouvir não custa nada. Podes sentar-te e parar quieto por um momento? Pode não ser a melhor altura, mas devo confessar-te que essas tuas manias sempre me irritaram, senta-te enquanto eu falo, amor. Posso começar? Para dizer a verdade é agora que a coragem me atraiçoa e as palavras me faltam, mas vou tentar ser breve e precisa, para que não me batas com a porta na cara antes que o meu (ou teu) tão precioso tempo se esgote. Só queria dizer-te que já nem sei quem sou e que já começo a perder o sentido de tudo, sem ti. Já me custam as noites sem as tuas sinceras palavras para me adormecerem. Já me custa acordar de manhã e já não ter a certeza que me amas mais do que no dia anterior. Custa-me principalmente saber que tudo isto me custa por minha (inconsciente) culpa. Deixa-me dizer-te que esta não me larga, anda atrás de mim dias e noites e faz-me chorar o coração a cada hora que passa, cada vez mais. Desculpa. Desculpa-me por não conseguir dizer-te tudo aquilo que queria, as minhas pernas tremem tanto que já mal tenho força para falar. Desculpa-me por tudo, e por invadir assim o teu coração, que gentilmente me abriste no início deste meu monólogo que ouviste calado e atento, espero. Agora sim, posso ir-me embora e dizer-te que nada faz sentido sem ti, meu menino. Continuo a gostar de ti, tanto ou mais como sempre gostei.

1 comentário:

  1. É isso mesmo que quero e que tento conseguir, que ao lerem, sintam e penetrem dentro da história, ou seja o que for que leiam, meu.
    Oh, como eu gosto daquilo que escreves, tem um toquesinho mágico, acredita que tem.
    Custa ouvir as verdades que hoje, apesar de não querermos ainda nos afectam, não custa?

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